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Tensão no Golfo Pérsico persiste: EUA mantêm bloqueio naval após falha em acordo; Israel ataca ‘máquina de dinheiro’ do Irã; Confira!





A imagem da agência de notícias Reuters mostra a intensa movimentação militar no Estreito de Ormuz neste 15 de abril de 2026. É possível observar a presença de navios de guerra da 5.ª Frota dos EUA posicionados em pontos estratégicos, monitorando o tráfego de embarcações comerciais.

Após 21 horas de negociações infrutíferas no Paquistão, Donald Trump ordena "quarentena seletiva" no estreito. Benjamin Netanyahu confirma destruição de 70% da capacidade de aço iraniana para asfixiar financiamento de guerra.

O Estreito de Ormuz, a artéria mais vital do mercado energético global, amanheceu sob forte vigilância militar nesta quarta-feira (15). O governo de Donald Trump oficializou a manutenção do bloqueio naval seletivo após o colapso das conversas de paz em Islamabad, no último fim de semana. A medida, que já trava a circulação de 20% do petróleo mundial, visa forçar o Irã a um novo acordo nuclear sob condições impostas por Washington.

O Fracasso de Islamabad: Bastidores

As delegações dos dois países passaram 21 horas reunidas na capital do Paquistão. Segundo fontes diplomáticas, o impasse central foi a exigência americana de que o Irã entregasse imediatamente 400 kg de urânio enriquecido e cessasse o apoio a grupos como Hezbollah e Hamas.

O Irã, por sua vez, condicionou o diálogo ao fim das sanções econômicas e ao desbloqueio de US$ 10 bilhões retidos no exterior. Sem consenso, Trump encerrou a mesa de negociações e ordenou que a 5ª Frota dos EUA iniciasse a "Operação Cerco Total".

Israel: Foco na infraestrutura financeira

Enquanto os EUA cercam o mar, Israel intensifica ataques aéreos no continente. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirmou em pronunciamento que as Forças de Defesa de Israel (FDI) destruíram 70% da capacidade de produção de aço do Irã, além de atacar complexos petroquímicos.

"Estamos esmagando a máquina de dinheiro deles. O Irã de hoje já não é o mesmo de 30 dias atrás", declarou Netanyahu, ressaltando que o objetivo é cortar as fontes de financiamento que sustentam as operações militares iranianas na região.

Como funciona o "Cerco" de Trump

Diferente de um fechamento total — que seria um crime de guerra e prejudicaria aliados — os EUA estão aplicando uma "Quarentena Seletiva":

  • Triagem Naval: Navios com destino ou origem em portos iranianos são interceptados e desviados.

  • Vigilância por Drones: Enxames de drones monitoram as águas para impedir que lanchas rápidas da Guarda Revolucionária plantem minas navais.

  • O Fator Seguro: A maior repercussão é comercial. Seguradoras internacionais suspenderam coberturas para o estreito, o que, na prática, paralisou o tráfego mesmo de navios neutros.

Reações e Riscos Globais

O Irã classificou o bloqueio como "pirataria internacional" e prometeu uma resposta "severa" em até 48 horas. A China, maior compradora do petróleo iraniano, elevou o tom e moveu navios de guerra para as proximidades, gerando o temor de um confronto direto entre as duas maiores potências mundiais.

Impacto no Brasil: No mercado interno, o barril do petróleo tipo Brent já opera na casa dos US$ 95, com analistas prevendo um salto para US$ 120 caso o bloqueio persista por mais dez dias. No Brasil, especialistas alertam para a pressão inevitável nos preços dos combustíveis (gasolina e diesel) nas próximas semanas, acompanhando a volatilidade internacional.

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