360
Home Notícias Esportes Negócios Saúde Cultura Guerra Institucional
O SERTÃO
Inscrever-se

Estreito de Ormuz sob cerco: EUA oficializam bloqueio naval após impasse diplomático



O cenário de conflito no Oriente Médio entrou em uma nova e perigosa fase nesta semana. Após o encerramento sem acordo das negociações de paz em Islamabad, no Paquistão, o governo de Donald Trump deu início, na segunda-feira (13), a um bloqueio naval por tempo indeterminado no Estreito de Ormuz, a principal artéria do comércio petrolífero global.


Cronologia da Escalada

  • 7 de abril: Trump anuncia um cessar-fogo provisório para viabilizar conversas diplomáticas.

  • 11 e 12 de abril: O vice-presidente dos EUA, J.D. Vance, e o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Ghalibaf, reúnem-se em Islamabad sob forte esquema de segurança.

  • 13 de abril (11:00 BRT): Expira o prazo do ultimato americano. Sem concessões sobre o programa nuclear e a abertura total do estreito, os EUA iniciam a "Operação Fúria Épica".

  • 14 de abril (Hoje): O bloqueio está em plena execução, com a Marinha dos EUA interceptando embarcações que tentam operar em portos iranianos.

O Impasse no Paquistão

As 21 horas de negociações na capital paquistanesa falharam em pontos cruciais. A delegação americana exigiu o fim definitivo do enriquecimento de urânio e a inspeção irrestrita de instalações. Por outro lado, os negociadores iranianos, liderados pelo chanceler Abbas Araghchi, reiteraram o direito ao programa nuclear para fins pacíficos e exigiram a suspensão imediata das sanções econômicas que asfixiam o país.

Reações Oficiais

  • Lado Iraniano: Autoridades de Teerã classificaram o bloqueio como uma violação da soberania. O Parlamento iraniano advertiu que "nenhum porto na região estará seguro" se o Irã for impedido de exportar. Há relatos de que o país pode utilizar minas navais para contestar o cerco.

  • Lado Americano: Trump sustenta que a medida é necessária para impedir que o Irã financie o que ele descreve como "atividades desestabilizadoras". No entanto, o presidente enfrenta queda na aprovação interna e críticas do Papa Leão 14, que condenou o uso de justificativas religiosas para a guerra.

Impacto Global e Militar

A guerra, que já dura sete semanas, apresenta números alarmantes. Relatórios indicam ataques aéreos que atingiram infraestruturas civis, incluindo uma escola em Minab, com alto número de baixas. Militarmente, os EUA reforçaram a região com o porta-aviões USS Gerald R. Ford.

Economicamente, o mercado reagiu com volatilidade. O preço do petróleo Brent disparou, enquanto aliados europeus, como França e Espanha, demonstram resistência em apoiar o bloqueio direto, temendo um desabastecimento energético global e uma expansão descontrolada do conflito.

Até a finalização desta materia; as forças do CENTCOM (Comando Central dos EUA) permanecem em prontidão máxima. Uma segunda rodada de negociações está prevista para ocorrer em Genebra, mas ainda não há confirmação de datas devido à nova ofensiva naval.

Minuto a Minuto

Leia no site: www.osertao.com.br