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MC Ryan SP e MC Poze do Rodo são presos em operação nesta manha (15/04) que visa esquema de lavagem com criptoativos e celebridades;





 MC Ryan SP e MC Poze do Rodo — Foto: Reprodução/Redes sociais

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quarta-feira (15) a Operação Narco Fluxo, uma ofensiva massiva para asfixiar o braço financeiro de uma organização criminosa que movimentou a cifra astronômica de R$ 1,6 bilhão. O esquema, que operava um sistema bancário paralelo, utilizava desde dinheiro vivo até tecnologias de ponta, como criptoativos, para ocultar a origem ilícita dos recursos.

Mandados são cumpridos em nove estados e apuram movimentação superior a R$ 1,6 bilhão.

Os Números da Operação

A força-tarefa mobilizou mais de 200 agentes federais com o apoio da Polícia Militar de SP para cumprir ordens judiciais em 9 estados e no Distrito Federal:

  • 39 mandados de prisão temporária

  • 45 mandados de busca e apreensão

  • Sequestro de bens de luxo e bloqueio de contas determinado pela 5ª Vara Federal de Santos/SP.

Famosos Detidos

Os cantores MC Ryan SP e Poze do Rodo, além do influenciador Chrys Dias foram presos sob  investigaçãom que segundo a inteligência da PF detectou o uso intensivo de contas de "laranjas" e transações complexas envolvendo os investigados para dissimular valores. Ryan foi localizado pelos agentes em uma festa em Bertioga, no litoral paulista.

Como o Dinheiro Era "Lavado"?

A organização não se limitava ao básico. O grupo utilizava uma estrutura transnacional que incluía:

  1. Criptoativos: Transações digitais para dificultar o rastreamento pelo Banco Central.

  2. Operações em Espécie: Transporte físico de grandes quantias de dinheiro.

  3. Rede de Fachada: Uso de restrições societárias e empresas fictícias para integrar o dinheiro ao sistema legal.

"O objetivo central é asfixiar o núcleo financeiro da quadrilha e garantir o ressarcimento aos cofres públicos", afirmou a autoridade policial responsável.

Os envolvidos podem responder por lavagem de dinheiro, associação criminosa e evasão de divisas. As investigações continuam para identificar outros beneficiários do esquema que operava no Brasil e no exterior.

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