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Com 1.600 vítimas fatais, Venezuela enfrenta desafio humanitário sem precedentes

Imagem reprodução/ internet

Equipes de resgate conseguiram retirar com vida uma criança de 11 anos dos escombros na Venezuela, um registro de esperança raro em meio à destruição causada pela série de terremotos que atingiu o país. O sucesso da operação ocorre horas após os sismos que devastaram o norte do território e deixaram um saldo de 1.600 mortos.

A crise sísmica teve início com tremores de magnitude 6,2 e 6,5, registrados em Mene Grande e Trujillo. Entretanto, o cenário de colapso estrutural foi provocado pelos abalos subsequentes, que atingiram magnitudes de 7,2 e 7,5. A força dos tremores derrubou dezenas de edifícios em Caracas e cidades vizinhas, sobrecarregando instantaneamente o sistema de saúde. O Hospital de Clínicas de Caracas, por exemplo, opera em capacidade máxima, com o corpo clínico mantendo plantões ininterruptos para atender a demanda de feridos.

Para tentar conter o avanço da crise, o governo venezuelano abriu as fronteiras para ajuda externa. Atualmente, 1.600 especialistas em resgate de diversos países trabalham integrados às forças locais.

O trabalho das equipes é focado na localização de sobreviventes em áreas de difícil acesso e "pontos cegos", onde a ajuda inicial não havia chegado. O resgate da criança, embora pontual, é o que mantém o ritmo das operações na linha de frente. Enquanto o país contabiliza as perdas materiais e humanas, o esforço permanece concentrado na busca e salvamento sob as estruturas colapsadas.


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